O mais tradicional desfile de carnaval de rua de São Paulo | Carnaval 2016 | 31/01/2016

O samba nos anos 50

Reflexo das influências de ritmos e estéticas internacionais e do crescimento vertiginoso da indústria fonográfica, a década de 50 ficou conhecida por muitos como um período de decadência da música popular. A ruptura com as raízes que formavam nossa identidade musical era o principal argumento dos intelectuais conservadores que nessa época lançavam o movimento de resgate de um samba supostamente puro, mais próximo das raízes afro-baianas de tempero carioca. Purismo exacerbado que não reconhecia a música como uma expressão cultural viva e, portanto, passível de mudanças? Talvez. Fato é que o debate entre o tradicional e o moderno na cultura é amplo, controverso, se repete ao longo dos tempos, mas se faz necessário para buscarmos referências e pensarmos os rumos de nossa música. Assim, entre a tradição e a modernização, o samba respira, inspira, se renova, resiste e persiste de gerações em gerações.
por Gustavo Seraphim



O Samba nos anos 50

Samba de morro, samba de roda, samba de breque, samba-canção, samba-enredo, bossa nova

Adoniran Barbosa, Dolores Duran, Cartola, Jamelão, Nelson Cavaquinho, Guilherme de Brito, Radamés Gnatalli, Moreira da Silva, Eliseth Cardoso, Zé Keti, Lamartine Babo, Ismael Silva, Pixinguinha, Donga, João da Baiana, Bide, Alfredinho, J. Cascata, Rubem, Mirinho, Carlos Lentine, Valdemar, Almirante, Tom Jobim, Vinícius de Morais, Zé da Zilda, Haroldo Lobo, Braguinha, Nássara,


Revista da Música Popular (1954 - 1956)
"A crença em uma suposta crise do panorama musical fez com que se iniciasse um amplo debate centrado na decadência da música brasileira em geral. Um artigo escrito pelo compositor Ary Barroso sintetiza o pensamento do ambiente musical da época, ao mesmo tempo em que muito bem ilustra o projeto da Revista da Música Popular de recuperar a tradição perdida:

1 - Antigamente não havia “gramáticas” em samba. E todos o entendiam.
2 - Antigamente não havia “acordes americanos”
3 - Antigamente na havia “boites”, nem “night clubs”, nem black tie”. E o samba andava pelos cabarets, humilde e sem dinheiro.
4 - Antigamente não havia “fans-clubs”. Então os cantores cantavam sem barulho um samba sem barulho, vindo da Penha, único barulho era o preparatório para o grande barulho que era o Carnaval.
5 - Antigamente as orquestras não tinham disciplina militar das bandas, porque eram bandas autênticas sem pretensão à orquestra. Então o samba saía sem pretensão, mas gostoso.
6 - Antigamente o “compositor” não era “compositor”; era um veículo sonoro de suas emoções. Então o samba saía à rua vestido de brasileiro, gingando com as “porta-estandartes” dos ranchos”
7 - Antigamente não havia parceria de cantores, empresários e “veículos” Então o cantor cantava: não impingia!
8 - Antigamente o teatro era palco dos triunfos populares. Então, o samba vinha da Praça Tiradentes para a cidade e depois para o Brasil.
9 - Antigamente samba era uma coisa, hoje é outra...
10 - Decadência! Decadência! Decadência!"

Texto completo em http://www.tempopresente.org/index.php?option=com_content&task=view&id=4...

Outros textos sobre a música brasileira nos anos 50
http://www.tempopresente.org/index.php?option=com_content&task=view&id=1...
http://www.tempopresente.org/index.php?option=com_content&task=view&id=2...
http://www.luizamerico.com.br/historia-mpb.php
http://www2.uol.com.br/uptodate/500/index4.html


A velha guarda
"Conjunto vocal e instrumental organizado em 1954 em São Paulo SP. O conjunto surgiu quando o cantor e radialista Almirante promoveu em São Paulo o Primeiro Festival da Velha Guarda, na Rádio Record, reunindo artistas como Pixinguinha, João da Baiana, Donga, Benedito Lacerda, Ismael Silva, Alfredinho Flautim, Caninha e outros."

Texto completo em http://cifrantiga2.blogspot.com/2008/01/velha-guarda.html


Os carnavais de Lalá
"(...) o notável compositor carioca Lamartine Babo, entrou no estúdio da gravadora Sinter em 1955 para gravar seu primeiro LP com as suas melhores produções carnavalescas. Àquela época ele já era um veterano, uma celebridade legítima da cultura brasileira, suas realizações no campo da musica popular já o tinham colocado na história de nossa canção, portanto, ser saudosista ou acometido de saudosismo na realização da gravação de seu disco era um comportamento muito natural. (...) Neste disco temos a verdadeira alma de nossa gente, o espírito brincalhão e zombeteiro que nos caracteriza e que foi captado com maestria por um gênio da raça, Lamartine Babo, atemporal, imortal e fundamental."

Texto completo em http://www.luizamerico.com.br/fundamentais-lamartinebabo-carnaval.php



"Eu sou o samba
A voz do morro sou eu mesmo sim senhor
Quero mostrar ao mundo que tenho valor
Eu sou o rei do terreiro"

(A voz do morro - Zé Keti)


José "quietinho" é Zé Keti
"Em 1954, ainda trabalhando na construção civil como mestre de obras, sob as ordens do incorporador de prédio André Spitzman Jordan, construtor do célebre Edifício Chopin ao lado do Copacabana Palace, fez sucesso com "Leviana", samba em parceria com Amado Régis gravado por Jamelão na Continental. Em 1955, sua carreira começou a deslanchar quando seu samba "A voz do morro", gravada por Jorge Goulart e com arranjo de Radamés Gnattali, fez enorme sucesso na trilha do filme "Rio 40 graus", de Nelson Pereira dos Santos."

Texto completo em http://www.dicionariompb.com.br/detalhe.asp?nome=Z%E9+K%E9ti&tabela=T_FO...



Popular e erudito
"Um dos personagens que mais naturalmente circularam entre os universos popular e erudito na música, Radamés Gnattali é uma figura-chave para se entender as tênues fronteiras que envolvem a música brasileira. (...) atuou como pianista, solista, maestro, compositor, arranjador, usando sua bagagem erudita no trato com a música popular"

Texto completo em http://cliquemusic.uol.com.br/artistas/radames-gnattali.asp



"Domingo nós fumo num samba no Bexiga
Na Rua Major, na casa do Nicola
A mesa não deu conta
Saiu uma baita duma briga
Era só pizza que avuava junto com as braxola"

(Um samba no Bexiga - Adoniran Barbosa)

Tipicamente paulista

"Entrou para a história da Música Popular Brasileira como um dos maiores nomes da cultura e da produção artística de São Paulo, um originalíssimo cronista musical da vida de sua cidade (...) Em 1955, os Demônios da Garoa gravaram "Saudosa maloca" e "Sambo do Arnesto", este, parceria com Alocim, músicas onde firmou seu estilo peculiar de composição, retratando o universo das camadas populares de São Paulo, retratadas com linguajar caipira e paulistano italianado. São essas as características básicas do estilo que tornou Adoniram o compositor mais popular da cidade de São Paulo."

Texto completo em http://www.dicionariompb.com.br/detalhe.asp?nome=Adoniran+Barbosa&tabela...


Livro:
Adoniran Barbosa - O poeta da cidade / Francisco Rocha
http://books.google.com.br/books?id=ehx-iMss3eQC&pg=PA105&lpg=PA105&dq=s...



"Tire seu sorriso do caminho
Que eu quero passar com a minha dor
Hoje pra você eu sou espinho
Espinho não machuca a flor
Eu só errei quando juntei minha alma a sua
O sol não pode viver perto da lua"
(A flor e o espinho - Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito)

Cigarra soturna
"Quem concebeu "Vou-me Embora pra Pasárgada" não precisava invejar a ninguém. Mas Manuel Bandeira, o poeta que afirmou nos versos tristes de "Testamento" ser "poeta menor", deu mais uma prova de sua bela humildade ao se deparar com o samba "A Flor e o Espinho", composto por Guilherme de Brito, Nelson Cavaquinho e Alcides Caminha. (...) Em uma noite da década de 50, Guilherme de Brito foi à Praça Tiradentes depois de ter assistido a um show do cantor Augusto Calixto. Como era de costume foi ao botequim que freqüentava na região e se sentou. "...sempre aparecia por lá, no final da noite, uma mulher da vida, muito escandalosa, que ria demais, falava muito alto. Então eu escrevi no maço de cigarros: 'Tire o seu sorriso do caminho, que eu quero passar com a minha dor'. Passei para o Nelson a primeira parte e ele completou de um modo muito bonito".

Texto completo em http://www.vermutecomamendoim.com/2008/01/vermute-conta-o-samba-flor-e-o...

Programa ensaio onde os compositores cantam A flor e o espinho, entre outras canções.




"Na subida do morro me contaram
Que você bateu na minha nega
Isso não se faz
Bater numa mulher que não é sua"

(Na subida do morro - Moreira da Silva e Ribeiro Cunha)

O último malandro
"Em 1958 fez um novo retorno à Odeon, onde gravou o segundo LP, O Último Malandro, em que se destaca o clássico Na Subida do Morro (Moreira e Ribeiro Cunha). (...) Moreira levou as melodias sincopadas de Geraldo Pereira ao radicalismo do samba-de-breque em clássicos como Na Subida do Morro. Ele mesmo atribuía pouca importância à sua criação. "Eu queria mesmo era ser advogado, ter o dom de falar como o Carlos Lacerda". Dizia que foi por acidente que o breque apareceu, durante um show num cinema do subúrbio carioca do Méier, em 1936. "Foi por acaso, como quase todas as descobertas dos cientistas. Eu estava cantando um samba fraquinho e decidi interromper e improvisar umas falas só para brincar com a platéia", disse. "O Tancredo Silva me deu um samba de quatro linhas (Jogo Proibido) e eu improvisei em cima: ‘Meto a solingen na garganta do otário e ele geme, ai, ai, meu Deus. Não posso mais. Vou me acabar’. Aí nasceu o breque", declarou ao Jornal do Brasil, em 1972. "O público aplaudiu de pé, e eu pensei: é aí que está o petróleo, malandro. Vou meter a sonda".

Texto completo em http://www.samba-choro.com.br/artistas/moreiradasilva


Outros vídeos de Moreira da Silva
http://www.youtube.com/watch?v=xEDCQEIOMOw
http://br.youtube.com/watch?v=3uZGB20V4eg&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=mfiik3Jaceo&feature=related


Angenor de Oliveira está vivo
"A história de como Stanislaw Ponte Preta ressuscitou Cartola começa numa tarde qualquer de 1956, quando o jornalista Sérgio Porto tomava cafezinho num botequim e avistou o lavador de carros Agenor de Oliveira. Sei lá como, Stanislaw Ponte Preta, que vivia em Sérgio Porto, reconheceu em Agenor, Cartola - um dos fundadores da Mangueira, o homem que escolheu o nome e as cores míticas da escola (o verde-rosa que resumem a alvorada vista do alto do morro), compôs o primeiro samba-enredo que a Mangueira levou para a avenida, e muitos, muitos sambas que são obras-primas de poesia e música. Cartola sumira das paradas já fazia quase 15 anos e muita gente já o dava mesmo como morto. E estava. Pelo menos Cartola estava. Sobrevivia Agenor lavando carros, quase certamente se dissolvendo em amargura, dor de amor preservada em álcool. Sérgio Porto, um sujeito que era tantos que acabou morrendo cedo, tratou de ajudar Agenor a ressuscitar Cartola. Conta a lenda que dali mesmo já partiram para arrumar um emprego no Estado para Agenor e espalhar por todas as rádios e jornais que Cartola estava vivo. E bem."

Texto completo em http://www.cafeimpresso.com.br/Cronicas/2003/030811.htm



"Mangueira teu cenário é uma beleza
Que a natureza criou
O morro com seus barracões de zinco
Quando amanhece que esplendor"

Exaltação à Mangueira (1956 - Enéas Brites da Silva e Aloísio Augusto da Costa)


O intérprete
"Nos anos 1950 iniciou sua carreira de intérprete de samba-enredo para a Estação Primeira de Mangueira. Ficou conhecida a preferência do cantor em ser chamado de intérprete de samba-enredo e jamais "puxador", como habitualmente são denominados os cantores de samba-enredo na maioria das escolas de samba. Além de ter o seu nome definitivamente ligado à história do samba-enredo, é reconhecido como o maior intérprete da obra de Lupicínio Rodrigues, cujos antológicos sambas-canções como "Esses moços", "Ela disse-me assim" e "Quem há de dizer" tornaram-se clássicos na sua voz."

Texto completo em http://www.dicionariompb.com.br/detalhe.asp?nome=Jamel%E3o&tabela=T_FORM...



"Vai barracão
Pendurado no morro
Me pedindo socorro
A cidade a teus pés"

Barracão (1953 - Luís Antônio e Oldemar Magalhães)

Dolores Duran
"Em 1951, gravou o primeiro disco com sambas, pela gravadora Star. Em 1954, foi contratada pela Copacabana, e gravou uma série de sucessos em samba-canção, como "Tradição", de Ismael Silva, e "Praça Mauá", de Billy Blanco. (...) Em março de 1957, Dolores ficou encantada com "Por causa de você", uma melodia de Tom Jobim com letra de Vinícius de Moraes. Ela fez uma letra alternativa. O poetinha, sem hesitar, rasgou seu texto e admitiu que a dela era bem melhor. No mesmo ano, a cantora compôs, em parceria com Jobim, o samba-canção "Estrada do Sol". Após uma turnê pela então União Soviética e Paris, em 1958, compôs "Castigo", um samba-canção que fez sucesso na voz da cantora Maysa. Em 1959, veio seu grande sucesso: "A Noite do Meu Bem". No mesmo disco, gravou outro grande sucesso de sua autoria, o samba canção "Fim de caso". Lançou o LP "Esse Norte é minha sorte".

Texto completo em http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u435.jhtm



O samba no cinema novo

Rio 40 graus
"Feito em 1955, por Nelson Pereira dos Santos, o filme é considerado a obra precursora do cinema novo, movimento que revolucionou o cinema nacional. É quase como se fosse um documentário, retratando o modo de vida dos cariocas na década de 50. Entre as participações, Alvaiade, Zé Keti, além de outros membros da Portela e da Escola de Samba Unidos do Cabuçu."

http://www.vermutecomamendoim.com/2008/08/rio-40-graus.html




"Vai minha tristeza
E diz a ela que
Sem ela não pode ser
Diz-lhe numa presse
Que ela regresse
Porque eu não posso mais sofrer"

(Chega de Saudade - Tom Jobim)


A modernização do samba: do precursor samba-canção, sob a influência do jazz, em 58 nasce a Bossa Nova.
"Gravado em janeiro de 1958 este disco traria pela primeira vez reunidas músicas de Antonio Carlos Jobim e Vinícius de Moraes. As canções eram totalmente desconhecidas do público e seus autores ainda estavam iniciando uma trajetória de sucesso. (...) Considerado realmente como o marco inicial da Bossa Nova por conter canções de Tom Jobim e Vinícius de Moraes que marcariam definitivamente o movimento, o disco tornou-se histórico na música popular brasileira por ter revelado pela primeira vez uma batida de violão que iria mudar os rumos de nossa canção, era a estréia tímida de João Gilberto e seu estilo que daria vida a Bossa Nova."

Texto completo em http://www.luizamerico.com.br/fundamentais-elizete-cardoso.php


Nova harmonia no velho samba
"Até os anos 40 e mesmo na década de 50, a harmonização de uma melodia no Brasil era quase sempre indicada de maneira bastante rudimentar. Eram as chamadas "primeira do tom" (um acorde perfeito de tônica), "segunda do tom" (acorde perfeito da dominante) e "terceira do tom com sétima" (acorde da subdominante acrescido da sétima). Só posteriormente a notação musical passou a ser a mesma do jazz, dos acordes cifrados com as letras identificadoras A, B, C, D, E, F e G, respectivamente para as notas lá, si, dó, ré, mi, fá e sol, chamadas tônicas do acorde."

Texto completo em http://www1.folha.uol.com.br/folha/publifolha/ult10037u363660.shtml

Vídeo João Gilberto e Bebel Gilberto cantando Chega de saudade.
http://www.youtube.com/watch?v=gzxVBXCP1jg&eurl=http://falavitrola.blogs...





Biografias

Aírton Amorim
http://cifrantiga3.blogspot.com/2006/04/airton-amorim.html

Angelra Maria
http://www.mpbnet.com.br/musicos/angela.maria/index.html

Antonio Maria
http://www.brasileirinho.mus.br/artigos/antoniomaria.htm
http://copacabana.com/antonio-maria.shtml

Cartola
http://www.cartola.org.br/cartola.html

Guilherme de Brito
http://www.dicionariompb.com.br/detalhe.asp?nome=Guilherme+de+Brito&tabe...

João Gilberto
http://cliquemusic.uol.com.br/artistas/joao-gilberto.asp

Linda Batista
http://cifrantiga3.blogspot.com/2006/04/linda-batista.html

Luis Antonio
http://cifrantiga3.blogspot.com/2006/04/lus-antnio.html

Marlene
http://cliquemusic.uol.com.br/artistas/marlene.asp

Mirabeau
http://cifrantiga3.blogspot.com/2006/04/mirabeau.html

Moreira da Silva
http://www.samba-choro.com.br/artistas/moreiradasilva

Monsueto
http://cifrantiga3.blogspot.com/2006/04/monsueto.html

Nelson Cavaquinho
http://www.dicionariompb.com.br/detalhe.asp?nome=Cartola&tabela=T_FORM_A...

Oldemar Magalhães
http://www.dicionariompb.com.br/detalhe.asp?nome=Oldemar+Magalh%E3es&tab...

Silvio Caldas
http://www.mpbnet.com.br/musicos/silvio.caldas/index.html

Tom Jobim
http://www2.uol.com.br/tomjobim/biografia.htm
Vinícius de Morais

Zé da Zilda
http://cifrantiga3.blogspot.com/2006/04/z-da-zilda.html

Zé Keti
http://www.dicionariompb.com.br/detalhe.asp?nome=Z%E9+K%E9ti&tabela=T_FO...



Letras de Músicas dos anos 50

Nega maluca (1950 - Evaldo Rui e Fernando Lobo)

Tava jogando sinuca
Uma nega maluca me apareceu
Vinha com um filho no colo
E dizia pro povo
que o filho era meu (bis)

Toma que o filho é seu
Não senhor ....
Guarda o que Deus lhe deu
Não senhor ......

Há tanta gente no mundo
Mas meu azar é profundo
Veja você, meu irmão,
A bomba estourou na minha mão
Tudo acontece comigo
Eu que nem sou do amor
Até parece castigo
Ou então é influência da cor (bis)

Tava jogando sinuca ....
Não senhor ...



Me deixa em paz (1952 - Monsueto e Aírton Amorim)

Em Em7/9
Se você não me queria
Am7
Não devia me procurar
Am7b Am6b B7/9+
Não devia me iludir
Em7/9
Nem deixar eu me apaixonar
Am7 D7/9
Evitar a dor
G6/9
É impossível
Am7
Evitar esse amor
D7/9 Am6b B7/9+
É muito mais
Am7 B7 Em7
Você arruinou a minha vida
F# B7/9+ Em7/9
Me deixa em paz



Nunca (1952 - Lupicínio Rodrigues)

C7+/9 F7/13
Nunca
Bm7 A#º
Nem que o mundo caia sobre mim
Am7 E7/5+ Am7
Nem se Deus mandar nem mesmo assim
D7/9 G7+ Am7 Em7/9 D#7/9+
As pazes contigo eu farei
C7+/9 F7/13
Nunca
Bm7 A#º
Quando a gente perde a ilusão
Am7 E7/5+ Am7
Deve sepultar o coração
D7/9 G7+ F/G G7/9-
Como eu sepultei
C7+/9
Saudade
F7/13 Bm7 A#º
Diga à esse moço por favor
Am7 E7/5+ Am7
Como foi sincero o meu amor
D7/9 G7+ F/G G7/9-
O quanto eu adorei tempos atrás
C7+/9
Saudade
F7/13 Bm7 A#º
Não esqueça também de dizer
Am7 E7/5+ Am7
Que é você quem me faz adormecer
D7/9 G7+
Pra que eu viva em paz



Na subida do morro (1952 - Moreira da Silva e )

Na subida do morro me contaram
Que você bateu na minha nêga
Isso não é direito
Bater numa mulher
Que não é sua
Deixou a nêga quase nua
No meio da rua
A nêga quase que virou presunto

Eu não gostei daquele assunto
Hoje venho resolvido
Vou lhe mandar para a cidade
De pé junto
Vou lhe tornar em um defunto
Você mesmo sabe
Que eu já fui um malandro malvado
Somente estou regenerado
Cheio de malícia
Dei trabalho à polícia
Prá cachorro
Dei até no dono do morro
Mas nunca abusei
De uma mulher
Que fosse de um amigo
Agora me zanguei consigo
Hoje venho animado
A lhe deixar todo cortado
Vou dar-lhe um castigo
Meto-lhe o aço no abdômen
E tiro fora o seu umbigo
Vocês não se afobem
Que o homem dessa vez
Não vai morrer
Se ele voltar dou prá valer
Vocês botem terra nesse sangue
Não é guerra, é brincadeira
Vou desguiando na carreira
A justa já vem
E vocês digam
Que estou me aprontando
Enquanto eu vou me desguiando
Vocês vão ao distrito
Ao delerusca se desculpando
Foi um malandro apaixonado
Que acabou se suicidando.



Joga a chave (Adoniran Barbosa)
Dm Gm A7
Joga a chave meu bem
Dm
Aqui fora tá ruim demais
Gm A7
Cheguei tarde, perturbei teu sono,
Dm
Amanhã eu não perturbo mais
C
Faço um furo na porta
Bb
Amarro um cordão no trinco
Bb7 A7 Gm
Pra abrir pro lado de fo...ra
Dm
Não perturbo mais teu sono
Bb
Chego à meia-noite sim
A Dm
Ou então a qualquer hora



Barracão (1953 - Luís Antônio e Oldemar Magalhães)

Em---------- F7 ---B7-------------- Em
Vai barracão / Pendurado no morro
-----------------D ---------C7---------- B7
E pedindo socorro / A cidade a seus pés
Em---------- F7--- B7 -----------Em
Vai barracão / Tua voz eu escuto
--------------------------D --------C7------------ B7
Não te esqueço um minuto/ Porque sei que tu és

------------------Em --------Am---------- B7

Barracão de zinco / Tradição do meu país

------------------Em ----Am--------- B7
Barracão de zinco/ Pobre és tão infeliz....



As mariposas (Adoniran Barbosa)

D A7 D
As mariposa quando chega o frio

Fica dando volta em volta
B7 Em B7
da lâmpida pra se esquentar
Em B7
Elas roda, roda, roda
Em
e dispois se senta
A7
Em cima do prato da lâmpida
D A7
pra descansar
D A7 D
Eu sou a lâmpida
B7 Em B7
E as muié é as mariposa

Em B7 Em
Que fica dando volta em volta de mim
A7 D
Toda noite só pra me beijar



Um samba no Bexiga (Adoniran Barbosa)

Domingo nós fumo num samba no Bexiga
Na Rua Major, na casa do Nicola
A mesa não deu conta
Saiu uma baita duma briga
Era só pizza que avuava junto com as braxola

Nóis era estranho no lugar
E não quisemo se meter
Não fumos lá pra briga, nós fumo lá pra come
Na hora "h" se enfiemo de baixo da mesa
Fiquemo ali, que beleza vendo a Nicola briga
Dali a pouco escutemo a patrulha chegá
E o sargento Oliveira falá

Num tem importância
Foi chamada as ambulância
Carma pessoal,
A situação aqui está muito cínica
Os mais pior vai pras clínica



Apaga o fogo Mané (Adoniran Barbosa)

Dm D7
Inez saiu dizendo que ia
Gm

comprar um pavio pro lampião
A7
Pode me esperar Mané
Dm A7
Que eu já volto já
Dm
Acendi o fogão, botei
D7 Gm
a água pra esquentar
C7
E fui pro portão
F A7
Só pra ver Inez chegar
Dm D7 Gm
Anoiteceu e ela não voltou
Dm
Fui p’ra rua feito louco
A7 Dm
Pra saber o que aconteceu

Procurei na Central
Gm
Procurei no Hospital e no xadrez
A7
Andei a cidade inteira
Dm
E não encontrei Inez
D7 Gm
Voltei pra casa triste demais
C7 F A7
O que Inez me fez não se faz
Dm Gm
E no chão bem perto do fogão
A7
Encontrei um papel
Dm
Escrito assim:
A7
-Pode apagar o fogo Mané
Dm
Eu não volto mais



Leviana (Zé Kéti)

O azar é seu
Em vir me procurar
Me abandona, me deixa
Não quero mais ver
A luz do seu olhar
Você manchou o lar que era feliz
E agora quer voltar
Leviana

Sinto muito, mas vai tratar da sua vida
Leviana
Precisando eu te posso dar uma guarida
Mas o meu lar
Sente vergonha como eu
O nosso amor morreu



Jura (Zé da Zilda, Marcelino Ramos e Adolfo Macedo)

Foi, uma jura, que eu fiz / De nunca mais amar
Foi, uma jura, que eu fiz / De nunca mais amar

Ai, ai, ai, meu Deus / Pra que, que eu jurei ?
Todo mundo sabe / Quebrei, minha jura, quebrei...



Malvadeza Durão (Ze Keti)

G E7
Mais um malandro fechou o paletó
Am
Eu tive dó, eu tive dó
D7 A7
Quatro velas acesas em cima de uma mesa
D7
E uma subscrição para ser enterrado

G D7 G E7
||: Morreu Malvadeza Durão
Am D7 G
Valente, mas muito considerado :||

Am E7 Am
Céu estrelado, lua prateada
G D7 G
Muitos sambas, grandes batucadas
Am E7 Am
O morro estava em festa quando alguém caiu
A7 D7
Com a mão no coração, sorriu

G D7 G E7 Am
||: Morreu Malvadeza Durão
D7 G
E o criminoso ninguém viu :||



Escurinho (1955 - Geraldo Pereira)

C G7 C A7
O escurinho era um escuro direitinho
Dm A7 Dm Dm/C
Agora está com mania de brigão
G7
Parece praga de madrinha
C D7
Ou macumba de alguma escurinha
G7
que lhe fez ingratidão

C G7 C A7
Saiu de cana inda não faz uma semana
Dm A7 Dm Dm/C
Inté a mulher do Zé Pretinho carregou
G7
Botou abaixo o tabuleiro da baiana
(C ) (G7) (C ) C
porque pediu fiado e ela não fiou.

F C7
Já foi no morro da Formiga
F
procurar intriga
C
já foi no morro do Macaco

já bateu num bamba
Dm Dm/C
já foi no morro dos Cabritos
G7
provocar conflitos
(C ) (G7)
já foi no morro do Pinto
(C ) (C6)
acabar com o samba



Mora na filosofia (1955 - Monsueto e Arnaldo Passos)

Gm6 D/F# Gm6
Eu... vou lhe dar a decisão
Cm7 D7 Cm7
botei na balança... e você não pesou
Dm7 Cm7 D7 D7/9b
botei na peneira... e você não passou.

Gm6 Cm7 D7 D7/9b
Mora, na filosofia... prá quê rimar
Gm6
amor e dor?

D#7 D7 Cm7 D#7
Se seu corpo ficasse marcado
D7
por lábios ou mãos carinhosas
Gm7 Cm7
eu saberia (ora vá mulher)...
Dm7 D7 Gm6
a quantos você pertencia.
Gm6 D/F# Gm6

Não vou me preocupar em ver
Cm7 D7 Gm6
seu caso não é de ver prá crer: tá na cara...



Samba do Arnesto (1955 - Adoniran Barbosa e Alocin)

D
O Arnesto nos convidô
A7/5+
prum samba, ele mora no Brás
D B7 Em C7 B7
Nóis fumo e não encontremos ninguém
Em A7 D B7
Nóis vortemo cuma baita duma reiva
E7 A7 D
Da outra veiz nóis num vai mais
A7/5+
Nóis não semos tatu!
A7 A
Outro dia encontremo com o Arnesto
Em A7 D C7
Que pidiu descurpa mais nóis não aceitemos
B7 Em Gm D B7
Isso não se faz, Arnesto, nóis não se importa
E7 A7 D
Mais você devia ter ponhado um recado na porta

Anssim:

"Ói, turma,
num deu prá esperá
A vez que isso num tem importância,
num faz má
Depois que nóis vai,
depois que nóis vorta
Assinado em cruz
porque não sei escrever Arnesto"



Saudosa maloca (1955 - Adoniran Barbosa)

Introdução: Dm Am B7 E7 A7 Dm Am B7 E7 Am E7
Am
Se o sinhõ não tá lembrado
E7 Am
Dá licença de contá
A7
Que aqui onde agora está

Esse edifício arto
Gm
Era uma casa véia
A7 Dm
Um palacete assobradado

Foi aqui seu moço,que eu Mato Grosso eo Joca
B7 E7
Construímos nossa maloca
A7
Mais um dia
Dm
Nóis nem pode se alembrá
Am
Veio os homes com as ferramentas
E7 Am
O dono mandô derruba
E7 Am
Peguemo todas nossas coisas
A7
E fumos pro meio da rua
Dm
Preciá a demolição
Am
Que tristeza que nois sentia
B7
Cada tábua que caía
E7
Duia no coração
Dm
Mato grosso quis gritá
Bm5-/7 Am
Mas em cima eu falei
A7
Os home tá coa razão
Dm
Nois arranjá outro lugá
Bm5-/7
Só se conformemos
Am
Quando o Jocá falou
B7 E7
Deus dá o frio conforme o cobertô
Dm Am
E hoje nois peça a páia nas gramas do jardim
B7 E7 Am
E pra esquecê nois cantemos assim

Refrão: 3 vezes

Dm Am
Saudosa Maloca, maloca querida
B7 E7 Am
Di de donde nóis passemos os dias feliz da nossa vida

Joque as casca pra lá...
Jogue as casca pra lá...



A voz do morro (1956 - Zé Kéti)

A7+ D#m5-/7
Eu sou o samba
Dm7 C#m7
A voz do morro sou eu mesmo sim senhor
Cº Bm
Quero mostrar ao mundo que tenho valor
E7 A7+
Eu sou o rei do terreiro
D#m5-/7
Eu sou o samba
Dm C#m7
Sou natural daqui do Rio de Janeiro
Cº Bm
Sou eu quem levo a alegria
Dm7 E7 A7+
Para milhões de corações brasileiros
D#m5-/7 Dm7 C#m7
Salve o samba, queremos samba
Cº Bm E7 A7+
Quem está pedindo é a voz do povo de um país
D#m5-/7 Dm7 C#m7
Salve o samba, queremos samba
Cº Bm E7 A7+
Essa melodia de um Brasil feliz



Exaltação à Mangueira (1956 - Enéas Brites da Silva e Aloísio Augusto da Costa.)

Mangueira teu cenário é uma beleza
Que a natureza criou, ô...ô...

O morro com teus barracões de zinco,
Quando amanhece, que esplendor,
Todo o mundo te conhece ao longe,
Pelo som teus tamborins
E o rufar do teu tambor, Chegou, ô... ô...
A mangueira chegou, ô... ô...

Ó Mangueira, teu passado de glória,
Ficou gravado na história,
É verde-Rosa a cor da tua bandeira,
Pra mostrar a essa gente,
Que o samba, é lá em Mangueira !



Fala Mangueira (1956 - Mirabeau e Mílton de Oliveira)

--------------Dm---- A7
Fala Mangueira, fala,
--------------Bb7------------ A7 ------Dm
Mostra a força da sua tradição
----------------------C7
Com licença da Portela, favela
---------Bb7 -----------A7 -----Gm
Mangueira mora no meu coração (bis)

-----------------------Dm ------------------------A7
Suas cabrochas gingando, seus tamborins repicando
------------D7 ------G7 ------------------------Dm ----A7
É monumental. /----- Estou falando da Mangueira
----------------------------Dm
A velha Mangueira tradicional



Iracema (1956 - Adoniran Barbosa)

E7 Am
Iracema, eu nunca mais te vi.
A7 Dm
Iracema meu grande amor foi embora.
E7 Am
Chorei, eu chorei de dor porque,
Dm6 E7 Am E7
Iracema meu grande amor foi você.
Am E7 A7
Iracema, eu sempre dizia,
Gm A7 Dm
Cuidado ao atravessar essas ruas,
Dm6 Am
Eu falava, mas você não escutava não.
Dm6 E7 Am
Iracema você atravessou na contra mão.
E7 Am
E hoje ela vive la no céu,
E7 Gm A7
E ela vive juntinho de nosso senhor.
Dm Dm6
De lembrança guardo somente,
Am
Suas meias e seu sapato,
F7 E7 Am
Iracema eu perdi o seu retrato.

FALADO:
IRACEMA, FALTAVA VINTE DIAS PARA O NOSSO CASAMENTO,
QUE NÓIS IA SE CASAR.
VOCÊ ATRAVESSOU A SÃO JOÃO,
VEIO UM CARRO, TE PEGA, E TE PINCHA NO CHÃO.
VOCÊ FOI PARA ASSISTÊNCIA IRACEMA,
O CHOFER NÃO TEVE CULPA IRACEMA,
PACIÊNCIA IRACEMA, PACIÊNCIA...



Morro da Casa Verde (Adoniran Barbosa)

Am Dm
Silêncio é madrugada
E7
No Morro da Casa Verde
Am E7
a raça dome em paz
Am A7 Dm
E lá embaixo meu colegas de maloca
E7
Quando começam a sambar
Am E7
não param mais.... Silêncio
(volta ao começo)
Refrão
Am A7 Dm
Valdir vai buscar o tambor
E7 Am A7
Laércio traz o agogô
Dm E7 Am
Que o samba na casa verde enfezou...ooo
Dm E7
que o samba na casa
Am E7
verde enfezou... Silêncio!



A flor e o espinho (1957 - A. Caminha, Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito)

Bm7 Bm7/A E/G# G7M
Tire o seu sorriso do cami nho
C#m7(b5) F#7(b13) Bm7
Que eu quero passar com a minha dor
F#m7(#11) B7(b9) E7(9)
Hoje pra você eu sou espinho
G/A A7(b9) G7 F#7
Espinho não machuca a flor
C#m7(b5) F#7(b13) Bm7 G#m7(#11) G7M
Eu só errei quando juntei minh'alma à sua
C#m7(b5) F#7(b13) Bm7
O sol não pode viver perto da lua
C#m7(b5) F#7(b13) Bm7
É no espelho que eu vejo a minha mágoa
F#m7(#11) B7(b9) Em7(9) Em(4)/D
E minha dor e os meus olhos rasos d'água
C#m7(b5) F#7
Eu na sua vida
Bm7 G#m7(#11) G7M
já fui uma flor
G#m7(#11) G7M F#7(b13) F#7
Hoje sou espinho em seu amor



Chega de Saudade (Tom Jobim - Vinícius de Morais)

Dm7 Bº Bbm6
Vai minha tristeza e diz a ela
Dm7 A7
Que sem ela não pode ser
Dm7 E7 Am7 Bb7
Diz-lhe numa prece que ela regresse
A7 A7/5+
Porque eu não posso mais sofrer
Dm7 Bº
Chega de saudade,
Bbm6 Am6 D7/9-
A realidade é que sem ela não há paz,
Gm7 A7 Dm7
Não há beleza, é só tristeza

e a melancolia que não sai de mim
Bbm6 Dm7 Em7 A7
Não sai de mim, não sai

D7+ E7
Mas se ela voltar, se ela voltar,
G/A A7 D7+

Qua coisa linda, que coisa louca
Fº Em7
Pois há menos peixinhos a nadar no mar
E7 Bbm6 A7
Do que os beijinhos que eu darei na sua bo .. ca

D7+ E7 F#7
Dentro dos meus braços os abraços
Bm7 Bbm7 Am7
hão de ser milhões de abraços
D9 G7+ Gm7 F#m7
Apertado assim, calado assim, colado assim
Fº E7 A7 F#7
Abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim
B7/5+ E7
Que é prá acabar com esse negócio
A7 D7+/9
de você viver sem mim



Mulata assanhada (1956 - Ataulfo Alves)
G D7
Ô mulata assanhada / Que passa com graça
G D7
Fazendo pirraça / Fingindo inocente
G
Tirando o sossêgo da gente

E Am D7 G
Ô mulata se eu pudesse/ E se meu dinheiro desse
D7 G
Eu te dava sem pensar / Este céu, esta terra, este mar
A7 D7 G
Ela finge que não sabe que tem feitiço no olhar

E Am D7 G
Ai meu Deus, que bom seria / Se voltasse a escravidão
D7 G
Eu comprava essa mulata e prendia no meu coração
A7 D7 G
E depois a pretoria é que resolvia a questão



Marchinhas de Carnaval

Cachaça (1953 - Mirabeau, L. Castro e H. Lobato)

Se você pensa que cachaça é água
G7
Cachaça não é água não
Cachaça vem do alambique
C
E água vem do ribeirão

G7
Pode me faltar tudo na vida / Arroz, feijão e pão
C
Pode me faltar manteiga / E tudo mais não faz falta não
C7 F
Pode me faltar o amor / Disto até acho graça

Crédito das imagens do texto
1. Montagem: disco "A Velha Guarda" e disco João Gilberto (Chega de Saudade)
2. Revista da Música Popular - edição 7
3. Disco: Carnaval de Lamartine Babo
4. Fotografia Adoniran Barbosa na estação Jaçanã de trem
5. Fotografia Guilherme de Brito e Nelson Cavaquinho
6. Disco Moreira da Silva - O Ultimo Malandro (1959)
7. Fotografia Cartola
8. Fotografia Jamelão na Mangueira
9. Disco: Elizete Cardoso - Canção do amor demais
10. Disco: João Gilberto - Chega de Saudade